terça-feira, 9 de março de 2010

ROMPER PARADIGMAS

Antepassados escravos, grata por esta herança genética, origem humilde, com acesso a colégio particular e universidade pública gratuíta, devido aos esforços também dos pais.
Desempenhei papel de destaques em desfiles de passarela e televisão, por ser negra, exploravam a cor da pele e a chamada” bossa” da mulher brasileira. Sabe-se que: ” nosso modelo de beleza ainda é o modelo europeu, daqueles que nos colonizaram, qual seja: pele alva, olhos claros, cabelos lisos e feições delicadas; razão pela qual os negros, ainda que possuam uma inegável beleza, não satisfazem estas características” . Assim mesmo entrei no mundo da moda dividindo espaço com modelos brancas e orientais.
Na trajetória pessoal ,sofri discriminação no momento do casamento com um homem branco e de credo diferente, mas nada que não possamos administrar. Profissionalmente não transpareceu-me.Neste período lecionava em projetos da Divina providência em bairros carentes de Florianólpolis paralelamente.
Creio que o fato de nos posicionarmos como sendo todos iguais, cada um com suas diferenças, derrube olhares silenciosos de descriminação. Um traço de vantagem, a que se impõe.
O Fato de nos sentirmos bonitas e respeitadas, torna-nos mais ousadas e seguras.
Jane C. Braga

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